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DEFINIÇÃO
Ciência da saúde que utiliza atividades funcionais como recurso terapeutico para prevenir, reabilitar e desenvolver atividades perdidas ou nuncas adquiridas.
ATUAÇÃO
Indivíduos com problemas neurologicos, sensorias,perceptivos disfunções da postura e do movimento(problemas de coordenação motora).
OBJETIVO
Proporcionar ao individuo condições funcionais para que possa interagir melhor nos ambientes que convive.
O TRATAMENTO
Atualmente a abordagem de tratamento ampliou o conhecimento sobre o sistema nervoso central, que deixou de ser um sistema sensório-motor que reage as variáveis ambientais e transformou-se em um sistema de percepção-ação, capaz de explorar o ambiente , a fim de satisfazer seus próprios objetivos.
Com isso o corpo passa a ter papel ativo ao se relacionar com o ambiente, favorecendo o processo de aprendizagem que se estabelece através das trocas com este meio.
As habilidades que utilizamos em nosso dia-a-dia foram desenvolvendo paulatinamente através das experiências armazenadas durante o tempo de vida .Um exemplo disso é a habilidade para escrever que depende de posturas e experiências que o bebê teve em seus primeiros anos.
As nossas experiências se iniciam através dos estímulos que são interpretados pelo cérebro para gerar as respostas adequadas.
Mas quando ocorrem situações que interferem nesse processo também pode ocorrer alterações no processo de aprendizagem, seja ela motora ou cognitiva.
Por este motivo o estudo e aplicação de técnicas clínicas durante as estimulações devem trabalhar com integração das sensações e impressões psicologicamente significativas (percepção) dos fatores ambientais que irão sustentar as ações necessárias durante atividades.
As experiências podem ter influencias positivas e negativas na aprendizagem dependendo da maneira que é oferecida.
O ambiente combinado às capacidades individuais tem papel fundamental nas aquisições de habilidades.
Existem recursos para melhorar o desempenho e capacidades de indivíduos com lesão cerebral, síndromes e dificuldade para desenvolver habilidades motoras e cognitivas.
Em casos de lesão ou mau funcionamento cerebral, existe agora considerável evidencia da possibilidade de transformações funcionais em sistemas de neurônios como resultado de estímulos apropriados (plasticidade cerebral).
Os estímulos devem ser oferecidos a partir da avaliação dos sintomas e causas apresentadas, e de acordo com a respostas individuais.
De acordo com a teoria dos Princípios da Neurociência a plasticidade nas sinapses químicas podem apresentar uma notável capacidade para mudanças fisiológicas em curto prazo (que duram horas),que aumentam ou diminuem a eficiência da sinapse. Mudanças a longo prazo (que duram dias) podem gerar mudanças fisiológicas adicionais, que levam a mudanças anatômicas, incluindo a remoção de conexões pré-existentes e o crescimento de novas conexões. As sinapses químicas podem ser modificadas funcionalmente e anatomicamente, durante o desenvolvimento e a regeneração,e , de maneira mais importante, pela experiência e pelo aprendizado.
Alterações funcionais são tipicamente a curto prazo e envolvem mudanças na eficiência nas conexões sinapticas existentes. As alterações anatômicas são a longo prazo e consiste no crescimento de novas conexões sinapticas entre os neurônios. É esse potencial para a plasticidade de unidades relativamente estereotipadas do sistema nervoso que dá a cada um de nós a individualidade.
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